Conversa Ribeira

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capa - cd conversa ribeira (2008)

Ficha técnica
Voz │Andrea dos Guimarães
Piano e acordeom │Daniel Muller
Viola caipira e voz │João Paulo Amaral

Gravado no Estúdio Zabumba entre julho e setembro de 2006.
Produção musical: Conversa Ribeira.
Produção executiva: José Carlos da Silva e Cooperativa de Música.
Engenheiro de gravação: Luiz Leme.
Mixagem: Luiz Leme e Conversa Ribeira.
Fotos: Dani Gurgel.
Ilustrações: Elinaldo Meira.
Projeto gráfico: Letícia Mendes e Sílvio Braz.
Todos os arranjos são de autoria do Conversa Ribeira
Para ouvir o disco Conversa Ribeira, clique aqui

Resenha – Paulo Freire

Fiquei muito impressionado quando assisti pela primeira vez o Conversa Ribeira. Incrível como um grupo novo, em seu primeiro trabalho, consegue ter tanta personalidade. Escutando “Promessa de Violeiro”, pensava: “mas será que esta música é do Raul Torres ou deles?” Ficava na dúvida porque, da forma como apresentam Zé do Rancho, Celso Adolfo, Teddy Vieira, ou o próprio Torres, parece que as composições são também do Conversa Ribeira, tamanha a identificação e marca pessoal que colocam. De uns tempos para cá, venho notando certo movimento em alguns artistas, que têm estreita relação com um ser que admiro muito: o curupira. Este mito brasileiro tem fortes características: protege com unhas e dentes a mata, os passarinhos, os tamanduás, a cultura brasileira; mora dentro das árvores, as centenárias, que carregam toda a história do lugar. E tem os pés virados para trás. Anda sempre para a frente, mas quem segue suas pegadas acaba chegando lá no passado.

O Conversa Ribeira tem um sentido curupira muito forte.

E sinceridade para colocar sua personalidade na canção brasileira. Os integrantes, além de grandes músicos, são todos do ramo; com um pé na roça, sabem onde estão pisando. E buscam o risco de ir mais além, a serviço da arte, na desabalada carreira do curupira se embrenhando pelo mundo.

E a alegria ainda é maior, pois conseguem passar isso com emoção. Por mais que seus arranjos soem ousados e modernos, está tudo lá, o sentimento do homem do campo, o amor à sua terra, as paixões.

Ouvindo eles cantarem: “coração de violeiro, não é como outro qualquer/ é frágil que nem as pétalas de um mimoso mal-me-quer/ que cai com o vento das asas do beija-flor, do tié…” fico mesmo encantado com uma forma tão bonita de fazer música.

 

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